Escola de surf e bodyboard

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História do Surf / Bodyboard

 

Surf

O início da história do surf perde-se no tempo. Provavelmente os primeiros surfistas fizeram-no de uma forma inconsciente. Talvez os habitantes das ilhas que se dedicam à pesca, aproveitassem as ondas como uma forma mais rápida de trazer de volta as suas canoas para terra ou talvez utilizando apenas o corpo se deixassem deslizar nas ondas. Em uma data indefinida estas habilidades utilizadas no trabalho ou no lazer tornaram-se uma prática autónoma, uma forma de jogo. Sabe-se que já 200 anos antes de Cristo se esculpiam pranchas de madeira como a Koa e wili wili. Já no século XII os surfistas havaianos gravaram nas rochas vulcânicas a sua tradição supondo-se que foi nestas ilhas que pela 1ª vez foram surfadas ondas com uma prancha. As primeiras pranchas eram grandes e feitas de madeira vermelha.

A sua forma e composição apenas permitia que fossem dirigidas directamente em direcção à praia ou no melhor dos casos de través seguindo a linha da onda. Inicialmente o Surf era uma prática reservada a uma elite, desporto de reis, reservado aos nobres que o praticavam em pranchas e praias reservadas. Com o passar do tempo o acesso foi alargado ao povo.

Os europeus tomaram pela 1ª vez contacto com o surf quando em 1778 o capitão James Cook descobriu as ilhas havaianas. Os missionários que foram para estas ilhas não estavam de acordo com estas práticas e por sua influência o surf quase desapareceu. Tal devia-se à importância cultural e religiosa do surf na comunidade havaiana que se constituía como uma potente arma contra os costumes e crenças ocidentais.

 

 

Já no início do século XX os havainos que viviam perto do Waikiki recomeçaram a surfar pelo simples prazer desta prática. Em 1907 Jack London instala-se em Waikiki e face ao que assistiu publica no final deste ano o livro A Royal Sport: Surfing in Waikiki que contribui fortemente para a sobrevivência e a propagação do surf. No ano seguinte 1908 é fundado o 1º clube de surf The Outtrigger Canoe and surfboard club. O pai do surf tal como o conhecemos foi Duke Kahanamoku. Verdadeira lenda, atleta olímpico de natação em 1912, 1920 e 1924 com os inúmeros títulos e recordes bem como uma medalha de ouro olímpica em 1932 em pólo aquático com 42 anos, dele se contam muitas histórias como aquela em NewPort Beach onde salvou com a sua prancha de 54 kilos 8 náufragos do iate Thelma, acidente no qual morreram 17 pessoas. Supõe-se que surfou nos estados unidos pela 1ª vez em Santa Cruz em 1885. O surf foi introduzido nos estados unidos em 1907 por George Preeth (filho de uma havaiana e de um marinheiro irlandês) que utilizou uma versão reduzida das pranchas utilizadas pelos havaianos tendo o Duke surfado publicamente em Corona Del Mar em 1912. Duke Kahanamoku utilizou um tipo semelhante de pranchas para introduzir o surf na Austrália em 1915. Esta “precoce” introdução do surf nestes países explica o porquê de estes serem ainda actualmente junto com o Havai as potências do surf mundial. O surf ganhou popularidade nos anos 30 e ganhou a aderência igualmente de algumas mulheres. É nesta década mais precisamente em 1937 que se dá o nascimento do surf na Europa através do inglês Jimmy Dix.

 

 

A evolução deste desporto ou arte está intimamente relacionado com a evolução das pranchas. Após a 1ª guerra mundial sentiu-se necessidade de aligeirar as pranchas utilizadas até então. Tom Blake surfista e designer de pranchas efectuou centenas de furos numa prancha de madeira vermelha para a tornar concava em 1928 em Corona Del Mar, Califórnia. Esta prancha rapidamente se tornou a moda nas costas da Austrália e Califórnia. Foi igualmente Tom Blake que ao observar as quilhas dos barcos à vela se lembrou de em 1935 acrescentar um estabilizador na parte inferior da prancha o que permitia maior estabilidade direccional e evitar a sua tendência para rodar os lados. Apesar de ser rudimentar comparado com as quilhas usadas actualmente esta inovadora invenção foi utilizada na sua forma primitiva até ao final dos anos 60. Surfistas como Wally Froiseth e Pete Peterson surfaram com estas estreitas pranchas “hot curl” experimentando as formas de virar na face da onda. Estas pranchas ainda não usavam a quilha inventada por Tom Blake. Seguidamente apareceram as pranchas mais pequenas feitas de madeira de balsa e designers como Bob Simmons e Joe Quigg. Surge igualmente uma nova geração de surfistas como Phil Edwards e Mickey Dora que lidera o estilo hot dog fruto do desenvolvimento dos materiais de construção impulsionada pela 2ª guerra mundial surgiu a fibra de vidro tendo sido Bob Simmons o 1º surfista a cobrir uma prancha com essa fibra, primeiro sobre balsa e depois sobre contraplacado. A prancha de surf continua a evoluir. Bob Mac Tavish, George Greenough e Nat Young encurtam ainda mais as pranchas introduzem v-bottom e quando Nat Young ganha o campeonato do mundo em San Diego toda uma nova era se iniciou.

A grande evolução na redução do peso e tamanho das pranchas surgiu com o poliuretano que após diversas tentativas conseguiu ganhar uma consistência apropriada para a fabricação de pranchas de surf através das experiências de Gordon Clark e hobie Alter durante os anos 50 mais precisamente em 1957. As pranchas tornam-se cada vez mais pequenas e leves, os rails mais refinados, os surfistas experimentam swallow tails, canais, stringers, flures, twin fins e trifins. O estilo de surfar evoluiu também. Da antiga posição estática o surf evoluiu também para as trajectórias curvas e nose-riding. No final dos anos 60 um surfista da Califórnia, George Greenough desenhou uma quilha revolucionária semelhante ás barbatanas de um peixe de alta velocidade, finas e mais espessas à frente do que atrás. Desta evolução surge igualmente a thruster (3 quilhas) cujo objectivo era combinar a estabilidade de uma single fin com a capacidade de manobra de uma twin fin. Igualmente por esta altura no Havai os residentes começavam a experimentar pranchas com formas bastante semelhantes às actuais “guns”, pontiagudas e pouco largas. Depois surgiu o método power australiano que é muito mais agressivo e radical do que o antigo estilo. Surfistas como os havaianos Jack Sutherland e Gerry Lopez e mais tarde o sul africano Shaun Thompson mudam a ênfase para o tube riding. Tudo isto é refinado e desenvolvido por surfistas como jeff Hackman, Terry Fitzgerald, Ian Cairns e Pete Townend. Mais recentemente surgem as manobras mais radicais dos surfistas como Mark Richards, Tom Carrol, Tom Curran, Kelly Slater, etc.

 

Fonte: Federação Portuguesa de Surf

Bodyboard

O Bodyboard é um desporto relativamente novo com apenas 27 anos, o qual foi "inventado" e desenvolvido, por certa parte, pelo grande surfista Tom Moorey.
Este desporto tem um aparecimento um pouco engraçado pois, um dia em que Tom moorey está a surfar em Waimea Bay e de repente ao apanhar uma onda, com um certo "power", reparou que a sua prancha de surf tinha-se partido em 2 partes. Tom Morey viu-se atrapalhado para sair da água. Então, resolveu agarrar umas das partes partidas da prancha e remar para terra.

 

Este homem sendo muito inventivo nos anos anteriores, contribuindo para o desenvolvimento técnico do surf com várias invenções. Então, foi para sua casa e reflectir no que lhe tinha acontecido na praia nesse dia, e chegou a conclusão de que podia usufruir das ondas de uma maneira mais divertida e também diferente.

Então nesse dia Tom Morey aproveitando um das partes da sua prancha de surf (que se encontrava partida), transformou-a numa prancha de BODYBOARD, conjunto de um ferro de engomar e alguns jornais.

Desta forma, Tom Morey começou a inventar diversas manobras radicais, as quais começaram a apaixonar o coração de várias pessoas. Assim o Bodyboard teve um rápido crescimento no Hawai, e em muito pouco tempo propagou-se pelo resto do mundo. O Bodyboard era em principio um desporto de mulheres pois, a prancha na qual Tom Morey a designou de Boogie Boarder, adaptava-se melhor ao corpo das mulheres, mas mesmo assim continuava a ser feito por homens, os quais inventavam inúmeras manobras.

Perto dos anos 80, houve um grande desenvolvimento do Bodyboard pois começava a ter novos materiais e acessórios para as pranchas. Também se começou realizar campeonatos no Hawai e, em outras grandes potências como no Brasil, Austrália, EUA. Mike Stewart, 9 vezes campeão mundial, foi, é, e sempre será o homem mais prestigiado do Bodyboard mundial, sendo sabedor dos grandes segredos do mar.

Mais tarde, aparece uma nova geração, completa radical, cheia de novas manobras e com uma vontade enorme de surfar ondas grandes e perigosas. Esta geração vem sobretudo da Austrália, Califórnia (EUA), Brasil, África do Sul e em Portugal.


Assim o Bodyboard teve um enorme crescimento, sendo conhecido mundialmente. O Bodyboard passou assim a ser um desporto sério e profissional mas acima de tudo, um desporto para se divertir e usufruir a maravilha da natureza que são as ondas.

Fonte: Federação Portuguesa de Surf

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